segunda-feira, 4 de junho de 2012

Os vários fins.


Tenho percebido os vários fins ao meu redor. Estou me referindo aos términos de relacionamento. Estão cada vez mais constantes. E o fim deles representa uma geração. 

Uma geração que se amava e que por algum motivo deixou de se amar. 

Mas o pior não é só o fim em si. Mas o fim de tudo. Da amizade, do companheirismo e seus afins. 

Tenho visto os motivos mais dolorosos nos fins deles. E por conta disso, tudo se vai junto, as lembranças felizes, os sorrisos dados pelos os olhares. Sei do que estou falando. Passei por isso, com o fim do meu relacionamento. E sinto pena por tudo que se deixa de ser, pelo nada que vira. 

*“Coração não é tão simples quanto pensa...” verdade, não é mesmo, porque hoje se ama e se “desama” rápido, aparece uma dificuldade, loira (o), morena (o), ruiva (o), pronto começa a *“caber até o que não cabe na dispensa...”. 

E quem fica? Fica essa dor, essa saudade, essa desilusão, fica a poesia mal dita e mal rimada. Mas fica. Enquanto o outro vai. 

E deixar o outro ir, às vezes é bom, é porque não tinha que ser. Nessa hora tem que ter fé mesmo, fé em você. Ninguém é obrigado a ficar sem amor, e estar em um relacionamento, requer isso e outras coisas mais. 

Vida nova. Bola pra frente e dentre outras frases mais. 

Bem é claro que com o tempo boa parte da credibilidade no amor volta você começa a ver aquela luz no fim do túnel... Mas, vai devagar, sinta o caminho, pra não ser atropelado pelo trem do amor. E reza, reza forte, porque amar vale a pena. 

E pena de quem não se deixa levar, por esse tal de amor. 


Patrícia Rocha 



Ilustração Orlando Pedroso


* Trechos da Banda mais bonita da cidade.

6 Estão no mundo da lua:

Yohana Sanfer disse...

Também tenho reparado isso...essa facilidade de abrir mão das coisas e relações que até então tinham grande valor. Tudo parece tao descartável...um desperdício do viver e do sentir.
Boa reflexão Patricia!Foi bom voltar aqui. bjs

Paolla Milnyczul disse...

Verdade! Hoje em dia todos pregam o tal "desapego" sem sequer saber o que se é o verdadeiro apego, e isso assusta! Um dia terminam, no outro já ta sorrindo como em comercial de margarina. (Pura balela, tão sofrendo pra caramba. Mas é a época do "desapego"...)
Difícil saber o que as pessoas querem hoje em dia. Querem a paixão, ou querem o amor? Amor leva tempo e requer paciência. Paixão é explosão, paixão pé na hora, paixão é pele química e cheiro. Explode...

Muito bonito seu texto...
Beijos,

Paolla

Lufe disse...

O lema de hoje em dia pé o imediatismo e o desapego. Vemos isso tambem em outras areas como as relações de amizade e trabalho.
Amor dá trabalho, empenho, dedicação, cuidado e um grande respeito por si mesmo e pelo outro.
Essa geração não parece estar afim disso.
As baladas e amores fugazes é que são a tonica.
Vale uma reflexão: Isso vale a pena?
Acho que não!

bjo procê

André Salviano disse...

Bauman chama de amores líquidos, eu de amores fast-food. As pessoas estão com preguiça de conhecer o outro, querem a superficialidade, o fácil, quando a primeira dificuldade aparece, trocam de parceiro. Porque está fácil, e essa é a palavra da moda.
Gostei da reflexão.

beijos,
@paraquenomes

A.S. disse...

O amor vem sempre como a suavidade de uma brisa que nos acaricia...


Beijos!
AL

Bel Freitas disse...

Oi linda!!!

Estou adorando teu blog.
E sobre o tema deste post eu escrevi sobre a minha expeirência aqui http://belblogandocomavida.blogspot.com.br/2012/04/por-inteira.html

Bjs... :)

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